sexta-feira, janeiro 23, 2009

Quarta-feira atrasada - Irish Pubs

Os pubs irlandeses estão por todo o lado, por todos os países por isso não são grande novidade. Mais para o viajante de ocasião, para o turista de fim de semana que passe por Bruxelas sugiro os seguintes:

Kitty O'Sheas - em frente à Comissão Europeia, onde até os mais selectos vão beber. Sítio ideal para se ver um jogo de futebol, para comer uma tarde de carne ou guisado irlandês à maneira (também servem refeições vegetarianas). E uma vez por mês, normalmente numa quinta-feira, há o pub quiz da Amnestia Internacional.

The wild Geese - outro bar que funciona como instituição, além de um terraço apetitoso no verão, têm um Dj ao vivo 3 noites por semana. A comida é até bastante apetitosa, sofro pelas batatas assadas (entre 6e a 8e, depende do topping).

Michael Collins - Todas as segundas há um pub quiz, mas o dinheiro vai para o bar e não para a Amnestia nem para a Unicef (sim, eles também têm um pub quiz). Tem a vantagem de ser perto da zona dos portugueses, Flagey, dá jeito para começar a noite. Fica igualmente numa esquina da Avenue Louise/Louizalaan que é basicamente a Avenida da Liberdade em Lisboa embora mais snob.

Hairy Canary - A happy hour começa às cinco da tarde, que mais posso eu dizer?

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quarta-feira, janeiro 07, 2009

Quarta-feira em Bruxelas gelada

Esta semana não tenho fotos, tive medo que a máquina congelasse como me aconteceu na Lituânia. Deixo-vos com duas boas indicações de toda a maneira:

La Canardière, rue de Stassart 17, 1050 Bruxelles. Entre dois cinemas oferece um jantar rápido e bom, ideal para quem tem uma sessão em breve. Têm 3 esparguetes: bolonhesa, queijo e fiambre e bolonhesa com queijo e fiambre (8e e 8.5e respectivamente) e 3 especiais: carbonara, pesto e pesto vermelho (não sei se é assim em português, "pesto rouge"). E têm 3 tamanhos: pequeno, médio e grande. Não costuma dizer que em equipa vencedora não se mexe? Orçamento: 20e com bebida e sobremesa (exacto, também só têm 3)

Oxfam Bookshop,

Bookshop Oxfam-Solidarité 254 chaussée d’Ixelles 1050 Ixelles ou Rue Vanderkindere, 248 - 1180 Uccle. de segunda a sexta das 10 às 18 h

Por haver duas em Bruxelas achei por bem colocar as duas. Estão fartos de livrarias com sempre os mesmos autores? Venham a uma livraria Oxfam onde há livros novos e em segunda mão (maioritariamente) e em várias línguas e onde nunca se sabe o que vamos encontrar visto dependerem de doações. Podem comprar Saul Below por 2e e Nick Hornby por 5e, o estado do livro é que dita o preço. É muito giro e é para aqui que vão a maioria dos meus livros. Mencionei que o dinheiro vai para a luta contra a fome e pobreza? Site da Oxfam.

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sábado, dezembro 20, 2008

Transferência de poder

Apresento-vos o meu novo blog, em inglês, na sua versão 1.1. No "travel and notes" podem acompanhar o meu regresso à Madeira e claro, as minhas aventuras na Ásia.

http://travelsandnotes.blogspot.com/

Divirtam-se e aceitam-se sugestões!

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quarta-feira, novembro 19, 2008

Novidades (para alguns)

Decidi demitir-me, sair deste emprego aborrecido e ir um ano para a Tailândia. Não, não estou a brincar. Isto não foi decidido de um dia para o outro mas quis esperar até esta tudo certo antes de anunciar publicamente.

Para o leitor não muda muita coisa, as minhas aventuras continuarão mas na Tailândia. Contudo devido ao número de estrangeiros que se infiltraram na minha vida as aventuras na Ásia serão em inglês. O blog inglês está quase pronto, mostro-o daqui a dias. Ainda não sei se este continua ou não, que dizem, querem os dois?

Ah, o que vou fazer para a Tailândia além de inveja? Vou trabalhar num orfanato e com refugiados birmaneses. Vou também aproveitar para viajar pela zona o mais possível.

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domingo, novembro 16, 2008

Tervuren I

A 40 minutos do centro de Bruxelas fica a vila de Tervuren, é conhecida pelo lago e jardins enormes, pelo museu de arte africana e por ser a vila mais UE (quase todos os "big shots" da comissão e do parlamento e alguns embaixadores vivem aqui). Podem apanhar o eléctrico 44 em vários pontos de Bruxelas e 30 ou 40 minutos depois podem visitar um dos primeiros museus belgas e o seu jardim ou visitar o lago de Tervuren (ambos os jardins estão ligados em algumas partes). Sugiro uma bicicleta ou sapatos confortavéis pois só o lago estende-se por seis ou sete km... Mas o que gosto mesmo, mesmo em Tervuren é a rotunda. A sério. Ora vejam: Não são lindos?

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quinta-feira, novembro 13, 2008

Especial Banda Desenhada - parte 6 - dose dupla

Nem sei como é que deixei passar tanto tempo desde o meu último especial... Espero compensar o desleixo nos próximos tempos. Hoje o especial é dedicado a artistas com duas ou mais obras que adoro e eu não soube escolher só um para o especial. O especial contém igualmente três grandes mestres cujo trabalho marcou e mudou a história da BD.

Buddha, Osamu Tezuka. (8 volumes). Não deixem que o tamanho desta obra épica vos assuste, vale cada página. Tezuka é tão importante para a história das mangas e da banda desenhada como o Walt Disney é importante na história da animação. Trouxe características "manga" como os olhos enormes e as expressões de espanto para uma história supostamente sisuda como a vida de Buddha e influenciou entre outros Stanley Kubrick e Maurício de Sousa (sim, o da Mônica). Buddha é uma obra inesperada e surpreendente, mostra ao mesmo tempo o crescimento e desenvolvimento da vida e santidade de Buddha ao mesmo tempo que relata a violência e a sexualidade de outras personagens. Há muitos ângulos inesperados (para uma BD) e no fim ficamos com a ideia de que vimos um filme, um biopic da vida de Buddha e de personagens contemporâneas fictícias. É uma excelenente forma de mostrar o budismo e a sua doctrina pondo-a em contexto sendo ao mesmo tempo uma BD que custa a parar de ler. Para fãs de: Budismo ou curiosos, Astro-Boy, de mangas (embora este se leia na ordem ocidental), da série Tom Sawyer de Miyazaki.

A Contract with God e New York, Will Eisner. Um preferido pessoal. Tenho adiado falar nesta obra por achar que merecia mais destaque mas o tempo foi escasso. Will Einer foi mais importante do que eu sei explicar, hoje há os prémios Will Eisner nos Estados Unidos, os Oscars da BD. A contract with God foi uma das primeiras graphic novels, romance gráfico. Sem este livrinho muita BD de hoje em dia não existiria. Houve graphic novels antes mas nenhuma desta qualidade. É uma colecção de contos cuja acção se desenrola no mesmo bairro, a maioria dos habitantes são judeus emigrados nos Estados Unidos e entre os seus problemas pessoais a BD lida com a sua integração na sociedade americana e com as dificuldades das gerações seguintes. O desenho é muito realista embora em momentos de crises as personagens se tornem caricaturas delas mesmas ou se encolham ou afundam de formas pouco naturais que fazem o leitor querer dar-lhes um abraço. New york é uma antologia de vários volumes sobre a vida na grande cidade, sobre New York, desenhos de pessoas com demasiada pressa para viver, da vida dura de um emigrante no pós-guerra etc O volume Invisible people por exemplo lembrou-me de quando cheguei a Lisboa pela primeira vez. Dois dias depois tinha comprado quase toda a obra de Eisner. Para fãs de: Dostoevsky, Craig Armstrong, Maus: A survivor's tale, Kurt Vonnegut, Michael Chabon, José Carlos Fernandes.

Fraise et chocolat (2 volumes) e Je ne verrai pas Okinawa, Aurélia Aurita. Fraise et chocolat é quase um clássico de culto francês, facto que me manteve afastada do livro durante dois anos, até que recentemente descobri o Je ne verrai pas Okinawa... Aurita desenha com lápis fino de uma forma tão corriqueira que por um momento pensamos ser fácil desenhar. Tem o dom de fazer com que cada página pareça ter sido desenhada no autocarro, mas quando olhamos uma segunda vez apercebemo-nos que aquilo deve ter dado imenso trabalho. Fraise et chocolat relata as aventuras amorosas e sexuais de um casal francês no Japão. Os detalhes sexuais são muito explícitos e cómicos, não há detalhes Hollywoodescos de como tudo é perfeito à luz das velas e o primeiro volume é talvez a melhor descrição dos primeiros meses de uma relação sexual que já vi. O segundo volume acompanha uma relação mais madura mas ainda muito sexual assim como uma tournée BD e outros detalhes culturais do Japão. Os livros têm um sentido de humor muito apetitoso. Je ne verrai pas Okinawa é quase todo passado no aeroporto de Tokyo e ilustra de forma genial as dificuldades burocráticas de entrar num dos países mais fechados do mundo, o Japão. Apesar da autora ter dinheiro, de receber direitos de autor e de não ser uma ameaça para os trabalhadores japoneses as autoridades proibem-na de ficar os três meses que o visto permitia. Aurita tinha planeado visitar Okinawa nessa visita... É um relato dos tempos em que vivemos. Podem ver páginas de amostra aqui. Para fãs de: Small Favors, Milo Manara, nouvelle manga, Anais Nin, Tatsumi.

Elle(s) e Hollywood San (com Michael Sanlaville), Bastien Vives. Se algum dia fizer um especial sobre BDs para jovens este "miúdo" terá lugar de destaque. Digo miúdo porque é mais novo do que eu, o estúpido. Elle(s) segue um jovem de 26 anos que sem saber bem como, vê-se no meio de duas jovens de dezoito anos e das suas aventuras, desventuras e dos seus namorados também. Há sms, festas, cinema, amizades...Quem acha que está desligado das novas gerações pode aproveitar a leitura fácil. Hollywood Jan relata a história de um adolescente franzino, Jan (/ian/), que sofre como muitos de nós sofremos no liceu. Há rufias, professores arrogantes, colegas cruéis e o Jan sente-se invisível. E ainda por cima uma das professoras é amiga da mãe (também me aconteceu...) Para o ajudar há (I kid you not) o Arnold Schwarzenegger, o Sylvester Stalone e o Russell Crowe. Com a sua imaginação mortal e sedutora, o jovem Jan ora imagina conversas com os miúdos populares ora o Arnold a matar o pessoal todo. Mas e aquele hábito de pensar em voz alta?... Para fãs de: Wonder Years, Coupling, Le combat ordinaire. Parece-me especialmente indicado para leitores jovens (quer de idade ou mentalmente).

Abandon the old in Tokio, The push man e Good-bye, Yoshihiro Tatsumi - Já cá falei no senhor mas as únicas três obras traduzidas merecem mais destaque. Exactamente, o grande mestre japonês só tem três obras traduzidas no ocidente. É uma vergonha. Se há obra que nos faz abrir os olhos e apercebermo-nos que o Japão é um país longe dos estereótipos, com problemas como o nosso, com pessoas traumatizadas com o pós-guerra, com pessoas deprimidas, com gente que não gosta do trabalho, com filhos que não querem ser responsáveis pelos pais, com mulheres chatas, com homens ansiosos por ver pornografia num país altamente censurado, pessoas à beira de um esgotamento porque a vida não é nada do que tinham sonhado quando era novos etc são estes livrinhos. Qualquer história de Tatsumi permite-nos ao mesmo tempo sentir pena dos japoneses, desdém por personagens humanas (mas) cruéis, permite-nos descortinar um pouco as pressões de uma sociedade com uma hierarquia muito complicada e antever muitos esgotamentos. Temos sempre a sensação que estamos a desvendar um segredo muito bem guardado, que o Japão não são só gueixas, samurais, templos e ordem... Para fãs de:Dostoevsky, Aki Shimazaki, Osamu Tezuka, Coco Wang, Orhan Pamuk,para ver o Japão com outros olhos.

Où le regard ne porte pas...(2 volumes), George Abolin e Olivier Pont. Em 1906 a família de William troca Londres por uma vila italiana, os italianos não ficam muito satisfeitos e há uma tensão no ar. Mas para quatro miúdos de dez anos, isso não tem importância. Entre as aventuras dos petizes e as confusões dos adultos há sonhos, memórias de outros tempos, as crianças parecem lembrar-se todas dos mesmos acontecimentos. De outra vida? O segundo volume passa-se vinte anos depois, há vinte anos que os quatro protagonistas não se viam, há o matar saudades habitual, um ajustar de contas e uma viagem à Costa Rica para procurar o quarto rapaz. Entretanto os sonhos, visões são cada vez mais fortes e parecem ser pistas para o paradeiro do rapaz. Para fãs de: mistérios, Brian Weiss, BDs de época.

Especiais anteriores: Especial 5. Especial 4. Especial 4.5. Especial 3. Especial 2. Especial 1.

Especial BD online 1 e 2.

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quarta-feira, setembro 10, 2008

Quarta-feira em Bruxelas IX

Paul, Rue des Fripiers 3 - 5, 1000 Bruxelas. Normalmente não gosto de cadeias de restaurantes e afins mas esta pastelaria/padaria é incrível, tem bolos tão deliciosos que esqueço que têm mais de 330 lojas. Têm pães diferentes e deliciosos mas os bolos são de outro mundo, adoro as mini tartes de morango, o bolo de chocolate é super bom, o pão é fofo... E o creme da tarte de morango? hmmm...

Orçamento: bolos e sandes entre 2e a 4e. Não consigo comprar só um, sejam fortes por mim!

Anticyclone des Açores, Rue Fossé aux Loups 34, 1000 Bruxelas. Graças ao nome original entrei nesta livraria de viagens e ainda hoje acho-a um espanto. É o sítio certo para quem procura um guia de viagens, mapas, globos, agendas, tudo para planear ou acompanhar uma viagem. Quem anda à procura de um globo ou mapa para o escritório tem uma boa variedade aqui. É preciso fazer atenção aos cantos, há sempre surpresas. Orçamento: depende das compras.

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quarta-feira, setembro 03, 2008

Quarta-feira em Bruxelas VIII

Comus & Gasterea, Quai aux Briques 86-88, 1000 Bruxelas. Deve ser o nome mais estranho para uma gelataria mas não me importo, após dois anos posso afirmar sem dúvidas que este senhor tem o melhor gelado de Bruxelas, especialmente o gelado de speculoos (Speculoos é um biscoito tradicional belga que eu amo como amo as broas de mel da Madeira). A localização também é óptima, fica nas traseiras da Praça de Ste Catherine, onde todos os restaurantes têm especialidades de peixe e na mesma praça onde há um dos mais vibrantes mercados de natal - com ringue de patinagem no gelo no Natal - podem ir ao bar de peixes (noordzee de que falei há dias) e andar alguns metros para a sobremesa. Imperdível e altamente recomendável a todos os visitantes.

Orçamento: 1e cada bola (isto a Setembro de 2008).

Lagos de Flagey, Ixelles. Place Eugene Flagey. Além de ser a área portuguesa (recentemente inauguraram uma estátua de Fernando Pessoa) Flagey alberga a antiga casa da rádio, uma cinemateca, uma sala de concertos, vários bares e lagos soberbos.

Orçamento: passear é gratuito mas não me parece que resistam ao cheirinho da paparoca.

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quarta-feira, agosto 20, 2008

Quarta-feira em Bruxelas VI

Noordzee/Mer du Nord. Rue Ste Catherine 45, 1000 Bruxelles.
Esta pequena maravilha deu-me tantas alegrias, nem sei explicar. Antes de mais a ideia é genial e surpreende-me que nem a Madeira nem o Algarve tenham algo assim. Um bar de peixes ao lado de uma peixaria resulta pelas seguintes razões: é original, o pessoal chega e ocupa um lugarzinho no bar, encomenda e come de pé no meio de outros afficionados. Eu adoro as sopas de peixe para começar seguido de um hamburguer de atum, há hamburguers de outros peixes e eu desconfiei um pouco mas cá estou a salivar. O serviço é acolhedor e maluco também, há a tradição de na despedida todos os funcionários gritarem "obrigado" ao mesmo tempo. Ao lado há a peixaria e um traiteur para quem gosta de comer bem mas não quer cozinhar. Perfeito para a hora de almoço devido à rapidez, menos bom se estiver frio.

Orçamento: depende do que comerem, pode ir de 5e a 30e. Com a minha sopinha e hamburguer de peixe costumo rondar os 8e. Uma pechincha.

Porte de Hal. Boulevard du Midi1000 Bruxelles
Um pedaço bem conservado da antiga muralha da cidade de Bruxelas. Pessoalmente preferia ter um jardim maior à volta da antiga porta mas não se pode ter tudo.

Orçamento: 5e sem desconto. Passear à volta e esticar o pescoço: gratuito.

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domingo, agosto 17, 2008

Tradição bianual

De dois em dois anos as floristas de Gent/Gand preparam uma carpete de flores na Grand-Place/Grote markt. O padrão é escolhido a partir de tapeçaria tradicional.

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quarta-feira, agosto 13, 2008

Quarta-feira em Bruxelas V

Museu dos instrumentos musicais, Montagne de la Cour Hofberg 2 B-1000 Bruxelles. Já aqui falei do meu edifício preferido em Bruxelas mas ainda não falei o suficiente. Além de ser um belo exemplo de Art Nouveau e de ser um excelente museu (para quem gosta de música) tem um belo café no topo e uma bela vista. Há concertos, uma biblioteca invejável e história a cada canto. Para os amantes de arquitectura a câmara municipal ofereceu bancos no passeio em frente ao edifício, simplesmente perfeito. Orçamento: adorar o edifício e tirar fotos: gratuito; visitar o museu (preço sem desconto): 5e.

Centro de Banda desenhada, Rue des Sables 20 1000 Bruxelles. Não é segredo para ninguém que a Bélgica é a terra da banda desenhada mas talvez seja uma surpresa o facto de este país pequenito tem (no início do século XXI) mais de 700 autores de BD reconhecidos. O museu é albergado por uma bela arquitectura art nouveau (obra de Victor Horta) e a livraria é o local ideal para encontrar raridades ou aquele volume de Tintin ou Astérix que vos falta. Para além destas pérolas existem dois andares repletos de estátuas, tiras, quadros e imagens raras e uma biblioteca que eu planeio assaltar. Recomendo igualmente a brasserie Victor Horta. Orçamento: entrar no edifício e ir à livraria ou biblioteca: gratuito. Visitar o museu (sem desconto): 7.5e.

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quarta-feira, agosto 06, 2008

Quarta-feira em Bruxelas IV

Dragontoys. Rue Sainte-Catherine 8, Bruxelles. Uma das muitas lojas de BD espalhadas por este país fora, a particularidade desta miniatura é ser especializada em importações japonesas. Está repleta de mangas, dvds (Miyazaki!!), figuras coleccionavéis, posters, bandas sonoras e jogos. É o sonho de um geek tornado realidade. Orçamento: Preços dependem do que escolherem mas pelo que vi é mais barato do que em Lisboa.

Parc du Cinquentenaire. Fim da Avenue de Tervueren, 1040 Bruxelles. Um belo resto da exposição mundial que incluí o arco de triunfo belga, o museu do exército, o museu automóvel, museu de arte e história de Bruxelas. O parque foi construído em 1880 e é basicamente uma lufada de ar fresco numa zona congestionada de Bruxelas. Orçamento: Uma ou duas horas de passeio no mínimo.

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terça-feira, agosto 05, 2008

Reserva natural "zwin"

"Zwin" fica a minutos da casa das borboletas em Knokke. Podem andar de bicicleta ou andar à volta da reserva natural ou pagar cinco euros para entrar. Fica entre uma praia e a fronteira com os países baixos, boa paragem antes de atravessar a fronteira.

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quarta-feira, julho 30, 2008

Quarta-feira em Bruxelas III

Toone, Rue Marché-aux-Herbes 66, 1000 Bruxelles. Depois deste beco -quase túnel- entramos num dos bares mais antigos e interessantes de Bruxelas antiga, uma das principais atracções prende-se com o facto de o bar ser também um teatro de marionetas que existe desde 1830. Caso não tenham tempo de ver uma actuação, normalmente em bruxellois mas disponível em cinco línguas diferentes, podem beber uma cerveja artisanal e ver marionetas, um hospital de marionetas, o espaço do teatro...Recomendo atenção quando procurarem a entrada, é tão pequena que arriscam-se a subie e descer a rua duas vezes. Orçamento: Assistir a peça de teatro: 10e, se bem me lembro a cerveja mais barata era 2.5e. Não aceitam cartões.

Botanique. Rue Royale 236, 1210 Bruxelles. Bem no centro de Bruxelas fica o antigo Jardim Botânico e centro cultural (há concertos, teatro, exposições e muito mais por pechinchas), entre uma das ruas mais complicadas e vários arranha-céus espelhados há um jardim com estátuas e bancos aberto a todo o público. O sinal para fechar é muito giro: um velhote passeia-se pelo parque com um sino. Orçamento: visitar o jardim é gratuito, os concertos rondam os 15e e os 30e, as exposições depende do artista.

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sábado, julho 26, 2008

O verão fotogénico

Prestes a completar o meu segundo ano neste país excitadamente monárquico e democraticamente confuso posso afirmar que estou integrada. No entanto, como qualquer português que se preze, terei sempre problemas com o tempo. Verdade seja dita, a culpa não é inteiramente dos belgas, segundo testemunhas sóbrias o aquecimento global não tem sido muito simpático: em vez de permitir aos belgas usarem roupas de verão em temperaturas dignas desse nome (a ver se deixam de usar manga curta quando está frio) decidiu multiplicar a quantidade de chuva, agora os verões são muito estranhos, ora vejamos, há três anos quando passei por cá no regresso da Letónia o calor apanhou-me de surpresa; no ano passado em Abril até com saias e mangas curtas era difícil andar na rua, foi fantástico; de Junho a Setembro ou chovia ou ameaçava chover. Bonito. Este ano Abril foi mês de chuva, Maio mês de calor e Junho entre os dois e Julho ainda não se decidiu mas na mesma semana passei por 29 graus e por uma corrida até casa para fugir à tempestade e demorei 20m a convencer a gata que não era eu quem estava a causar os trovões. Segunda-feira passada (21 de Julho) foi, segundo li, o 21 de Julho mais frio desde o século XX. Quinta-feira tivemos 27 graus, ontem ameaçou chover. Às vezes não vejo as previsões do tempo e ando a rapar frio o dia todo ou carrego um casaco na mão e suo estopinhas no eléctrico. Para os amantes de fotografia a Bélgica é ideal, fiquem uma semana e experimentem todos os filtros, no mesmo dia poderão ter um portofólio invejável e, se tiverem sorte, uma constipação.

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quarta-feira, julho 23, 2008

Quarta-feira em Bruxelas II

Sushi World. Rue des cultes, 5 1000 Bruxelas. Não se assustem com a quantidade de rosa no restaurante, vale mesmo a pena. Para além dos sushi fantásticos têm makis deliciosos e eu das últimas cinco vezes não consegui pedir algo novo de tal forma que adoro as especialidades com pêra-abacate e o maki nutella. Ultimamente a clientela triplicou por isso se forem na hora de almoço telefonem a encomendar senão arriscam-se a esperar e muito. Orçamento médio com bebida e sobremesa: 15e/20e por pessoa.

Terramar. Chaussée de Waterloo, 498B 1050 Bruxelas. Há um ano que é o meu mata-saudades exclusivo e recomendo a todos os meus amigos estrangeiros, aliás eu já devia ter recebido uma refeição de borla tendo em cotna a quantidade de gente que já lá levei. Se bem que após quase dois anos cá começo a sentir dificuldades com as doses portuguesas. No fim de semana convém reservar. Normalmente há música ao vivo mas não durante muito tempo.

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segunda-feira, julho 21, 2008

Casa das borboletas

Situada entre a fronteira com os Países Baixos e o mar, Knokke consegue ser a vila mais cara do país e a mais exclusiva também. Para além de albergar os ricos aloja uma reserva natural de pássaros e uma estufa de borboletas raras e em perigo de extinção (algumas já só existem na estufa). Há igualmente muito vento e algum "mar" (perdoem-me mas eu sou da Madeira e cinzento escuro não é bem mar...) para praticar vela, windsurf e afins.

A estufa não é muito grande mas está repleta de borboletas, nos primeiros minutos faz um bocado de confusão ver tantas asas de volta do nosso cabelo mas depois apercebemo-nos que elas nunca nos tocam. Excepto se quiserem pousar um bocado no braço ou costas de alguém, o que me aconteceu duas vezes - senti-me usada (ver última foto).

Fotos tiradas (uma pequena amostra da enorme quantidade de borboletas da estufa) com uma NIKON D40.

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quarta-feira, julho 16, 2008

Quarta-feira em Bruxelas

De vez em quando perguntam-me onde costumo comer em Bruxelas ou que há para fazer em estadias curtas e em vez de me sentir mal por me ter esquecido de mencionar x ou y decidi que cada quarta-feira recomendarei um lugar. Um restaurante, um parque, um museu, uma loja...

Começo com dois restaurantes belgas:

Den Talurelekker. Rue de l'Enseignement , 25 1000 Bruxelles. Esta miniatura de restaurante tem apenas especialidades de Bruxelas e até o menu tem nomes no (em perigo de extinção) dialecto de Bruxelas. O nome quer dizer "aquele que lambe o prato" no dialecto de Bruxelas. Nas paredes há fotos dos reis e rainhas belgas. Apareçam com fome porque mesmo os pratos pequenos são cheios e os guisados são mais pesados que os nossos. Orçamento (médio): com bebida e sobremesa - 30e por pessoa.

Les Brassins. Rue Keyenveld, 36 1050 Bruxelas. Caso raro de cozinha aberta até à meia-noite (sábado até à 1h) este "estaminé" de cervejas artisanais, repleto de posters de cerveja e vinhos antigos, que incluí um pouco de tudo da cozinha belga e um menu do dia mais cosmopolita tem-me ajudado em muitas noites de cinema e/ou borga. Um bom local para começar a descobrir a comida belga assim como os belgas. Não se iludam com o espaço vazio às 19h ou 20h, depois das 22h nunca vi mesa vazia. Orçamento (médio): com bebida e sobremesa: 20e/25e.

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segunda-feira, janeiro 28, 2008

Onde isto já vai

Eu sei que a foto não tem grande qualidade mas não tive muito tempo para me esconder do funcionário da livraria.

Reparem nos pormenores: um livro de história da Bélgica para crianças dividido em dois, o que no fundo não nos surpreende muito mas nem as imagens são as mesmas e como cada parte normalmente desconhece o que se passa (ou passou) no outro lado mais vale editar um livro à altura. Nenhum dos belgas a quem mostrei a foto conhecia esta edição mas nenhum estranhou a divisão. Haverá algum com a história de Bruxelas, esta capital partilhada com má vontade?

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sábado, janeiro 19, 2008

Como o periquito mudo da Nova Zelândia

A maioria dos empregados belgas e britânicos neste país têm uma noção engraçada de serviço. Como o passaroco da Nova Zelândia quando vêem o predador (neste caso o cliente insatisfeito) viram-se de costas e como já não vêem acham que já não são vistos.

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