quinta-feira, outubro 30, 2008

Morde a língua - traduções directas

Apesar de trabalhar em francês e inglês e falar inglês em casa, o meu cérebro ainda acha que é português, ora vejam o que ando a dizer - gostaria de salientar que isto foram coisas saídas de conversas animadas, sou perfeitamente capaz de traduzir melhor:

That's how Germany lost the war!

You dont put a spoon between a husband and a wife...

Piece by piece the chicken gets full.

You're just throwing green fruits to see if the tree gives you a good one.

Uma que eu ouvi e que ainda repito entre risinhos (não melhora com a idade) é de um senhor flamengo meio maluco. Depois de lhe ter feito uma cara confusa explicou-me que a ideia é que eu não teria ganha-pão. Depois da explicação tive um ataque de riso que acabou com a conversa. Depois ainda dizem que eu não sou sociável. A frase deve soar muito bem em neerlandês mas tal como as minhas frases anteriores dita assim só se arrisca a causar confusão. Imaginem-me a explicar que queria viajar e que para isso estava disposta a gastar as minhas economias... Ao que o senhor responde:

Olha que não vais fazer sandes.

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domingo, junho 22, 2008

Eu aborreço-me muito facilmente

Cartoon Fim do mundo I.

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quinta-feira, abril 24, 2008

Pago pela empresa dá no que dá

Comecei ontem as minhas aulas de neerlandês organizadas e pagas pela minha empresa. É um curso intensivo de dois meses, duas vezes por semana, disseram-me.

Após a primeira aula posso dizer-vos que me sinto muito ultrapassada e velha. A escola ao que parece desenvolveu um método original de ensino com bons resultados mas eu estava há espera de uma sala de aulas, mesas, cadeiras, um caderno, um lápis e uma caneta, certo? Na verdade temos cadeirões, não escrevemos, pelo menos por enquanto, e andamos pela sala, arrastamos a mobília e cada palavra tem um gesto (lembrei-me das minhas aulas de língua gestual portuguesa). Não começamos pelo básico "olá" mas sim por frases como "onde está o meu telefone?", "temos de nos despachar" etc Ah, e cada um de nós tem um nome nerlandês falso e não podemos utilizar os nossos nomes, ou seja, quando tínhamos de nos apresentar tínhamos de olhar para a etiqueta com o nome e temos de memorizar dois nomes para cada pessoa, o verdadeiro e o falso. Muito estranho.

Saí da sala ainda a gesticular e cansada; experimentei as minhas palavras novas com a primeira flamenga que apanhei a jeito.

- Mas estás a falar com sotaque holandês?? A ******* da tua professora é holandesa? *******! Tens de reaprender tudo, não podes viver cá e falar como uma **** duma holandesa!

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quarta-feira, outubro 04, 2006

A questão

Ocorreu-me que não expliquei bem a questão. Há dias proferi o que alguns consideraram um sacrilégio, disse preferir utilizar a língua inglesa em certas situações. Permitam-me que me explique melhor: sim, o português é a minha língua materna e sim, gosto muito de falar português e irrito-me quando cometo erros porque deveria saber esta língua muito melhor e apesar de às vezes não parecer é e será a língua que conheço melhor. Contudo, acredito que em certas ocasiões o inglês me é mais do que útil (no sentido de poder comunicar com pessoas de toda a parte do mundo), é também mais acessível e fácil.

Não estou a pensar em termos literários, nesse caso escolheria o português mas apenas para os autores portugueses, ler traduções -nem menciono as inúmeras traduções ridículas que existem - é sempre um risco porque o texto é diferente noutra língua ou como diziam alguns dos meus professores e colegas, é outro texto (em alguns casos extremos eram mesmo outros textos tais eram as alterações).

Em situações em que estou menos à vontade como quando entro numa sala cheia de gente vestida a rigor, em entrevistas de emprego e o pesadelo dos meus pesadelos, a bendita conversa de circunstância prefiro falar inglês porque me sinto mais à vontade.

Não quero com isto dizer que o meu conhecimento da língua inglesa é mais aprofundado do que o da língua portuguesa. A questão é que a equação do inglês é mais simples; sei muito mais facilmente como ser educada ser ser demasiado educada, não apenas porque não tenho de me preocupar com o "tu" e o/a "senhor/a", mas sim porque a língua inglesa é mais sintética e menos ambígua. Claro que o inglês também é traiçoeiro (esta frase fora de contexto parece referir-se a uma pessoa de naturalidade inglesa) mas quer seja porque já vi demasiados maus filmes com entrevistas que correram mal ou cheios de conversa em elevadores ou porque falar em inglês ajuda a quebrar o gelo, a verdade é que nos momentos que já referi se pudesse utilizava sempre ou quase sempre o inglês.

E outra verdade incómoda é que cada um tem a relação que tem com as línguas. O problema, na minha humilde opinião, é que queremos sempre ter amigos no clube ou achar que só há um certo e um errado.

Por exemplo, eu acho errado que se ache errado dizer palavrões; se a língua é tão arbitrária como dizem eu poderia utilizar "guarda-chuva" em vez de "merda" mas a sociedade optou por definir palavras normais e permitidas e as não permitidas. E eu desde que me apercebi disso que faço questão de dizer palavrões todos os dias. Não os digo no trabalho, em funerais etc porque sei que as pessoas não pensam como eu e até estou habituada mas irrita-me (A tal questão de querer amigos no clube). Digo palavrões porque acho que não são palavras feias, são o que as pessoas fazem delas. Uma colega de faculdade quando tinha sete ou oito anos ficou de castigo um dia porque chamou o pai de "reaccionário" (influências da Mafalda).

"Não se deve julgar os homens pelas suas opiniões, mas por aquilo que essas opiniões fazem deles."(Georg Lichtenberg, Observações e Pensamentos. )

Apesar de parecer campanha eleitoral, não pretendo trazer malta para o clube até porque a maioria dos meus amigos não tem problemas de timidez, embaraço, falta de assunto etc logo não precisa desta utilidade do inglês. E definitivamente não quero tornar-me num tio que eu cá sei que fica meses e anos a remoer nas coisas e a reclamar aos altos berros sobre as coisas que não percebe ou com as quais não concorda. E porque quando posso acompanhar a lógica gosto que me mudem a opinião. Mas gosto que me deixem explicar. E será sacrilégio também ser mais fácil explicar por escrito que oralmente?

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quinta-feira, setembro 28, 2006

weirdness pura

Se as minhas aulas de russo tivessem sido assim tudo teria sido diferente. Espreitem a parte II destas aulas de inglês para japoneses.

http://www.youtube.com/watch?v=xYlfXpUqij4

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quarta-feira, março 29, 2006

Porque nem todos os dias são de aventura

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quinta-feira, março 09, 2006

Nada como aprender línguas novas, hein?

Será o equivalente à drugstore americana e à nossa drogaria, há de tudo nesta lojinha catita. Finalmente uma foto da famosa Baiba. :-D Merece uma salva de palmas por me aturar! Principalmente agora que estou a formar frases e a ordem das palavras baralha-me o esquema todo, aliás, todo me o esquema baralha. ;P

Isto surgiu quando estava a dizer que não estava a perceber o exercício (es neprotu) e a Baiba disse-me: "atputa". Fiquei a olhar para ela de lado e disse: "I'm sorry, what? Puta?" :-D Nisto a Baiba lembrou-se do espanhol básico que apanhou com o marido peruano e explicou que era um substantivo que queria dizer "relaxa", "calma". "Putas" é mais complicado de traduzir mas pode ser a espuma do sabão e créme tipo chantily- Ainda me lembro da primeira vez que vi "putas" na ementa (na parte das sobremesas)...

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terça-feira, janeiro 03, 2006

Latviesu valoda...

Sveiki!! hehe, tive finalmente a minha primeira aula de letão, confesso que estava preocupada, não fosse a senhora ter mais histórias de gatos para contar... Mas foi muito porreiro, ela é doida varrida mas explica bem. Claro que fala comigo em letão, gestos e um pouco de inglês, após 2h eu estava exausta. As aulas são numa escola para surdos então estou também a apanhar a língua gestual letã e claro que as pessoas se exprimem bem por gestos, ainda bem. Aliás, aquilo começou bem, eu acho que ainda não tinha dito mas aqui as portas abrem ao contrário; sempre que eu empurro é para puxar e quando penso, "ok, tás na Letónia, puxa!" é para empurrar. ;P Então hoje cheguei à escola - só lá tinha ido dia 16 com a Anna e a Liga - e empurro a porta. Fechada, ok, afasto-me para ir para a outra entrada. Aparece a Baiba a rir ás gargalhadas. "Claro", pensei. E lá tive de passar mais um excelente momento de afego ao ego com ela a ensinar-me como se abria uma porta. Enfim... Os melhores momentos foram com a Baiba a dizer-me frases inteiras em letão e depois olhar para mim com ar de "então, que dizes?" e eu não fazer a mínima ideia se ela tinha acabado de me dizer para saltar da ponte. A coisa melhorou muito porque a senhora adorou que eu fizesse perguntas sobre as diferenças entre sons e palavras e como se dizia isto ou aquilo; ora eu estou no cu de judas há duas semanas, o que não me falta são perguntas. Vou fazer o meu tpc ;-D e vou ver se durmo que eu sei lá a que horas é que estes cabrões vão recomeçar o regabofe satânico.

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