quarta-feira, setembro 03, 2008

A rentrée

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domingo, junho 15, 2008

Especial BD online 1

American Elf.
Porque nem toda a gente põe dinheiro de lado para encomendar vinte livros de BD na Amazon, sugiro os seguintes sites de webcomics:

Savage Chickens, Doug Savage - Pessoalmente não sei o que seria da minha vida profissional sem estas galinhas magníficas. Não há tema sagrado, não há limites para estas galinhas. Vou ao site todos os dias, nos dias maus várias vezes ao dia. Os temas variam entre reflexões sobre a vida laboral, idiosincrasias do ser humano em particular do geek. Para fans de Garfield, de Freud, de Bone.

Cyanide and happiness, Kris - Humor negro e pura estupidez fazem desta BD o sucesso indie dos webcomics, o desenho se é que podemos chamar-lhe isso lembra o início inovador do Paint mas faz parte do charme e do encanto. Para fans de Savage Chickens, White Ninja e de Kids.

American Elf, James Kochalka - Todos os dias Kochalka desenha uma nova tira sobre os eventos do dia, pensamentos e ideias, é como ler o blog de alguém mas em formato BD. O que torna este trabalho mais interessante é que Kochalka desenha os humanos como elfos, o cão como um robot etc Para quem gosta de blogs, de diários e de Mad about you.

Haunted Comic, Joshua Smeaton-A premissa é simples: vários adolescentes aventuram-se numa casa abandonada na noite de Halloween e a festa afinal não era bem o que estavam à espera. O início é bem mais interessante do que eu estava à espera seguindo as diferentes personagens pelo liceu. No mesmo site podem ler também o diário de Josh, inspirado pelo diário de James Kochalka. Para leitores de Buffy, My dead girlfriend e American Elf.

Bodyworld, Dash Shaw-Shaw é mais conhecido pelo seu livro The mother's mouth mas este ano decidiu aventurar-se pela internet, bodyworld é actualizado cada quinta-feira e até agora a história ainda está na fase de descoberta, sabemos apenas que se passa no futuro, numa escola, com um homem estranho que experimenta todo o tipo de drogas para uma enciclopédia. Para admiradores de indie, ficção futurista e de design.

Fetus-X, Eric Millikin -Humor extremamente negro e cheio de falta de gosto. Algumas tiras têm o bonus de nos fazer sentir que estamos a abrandar para ver um acidente de carro. Para além de tiras há quadros muito interessantes feitos de colagens de um pouco de tudo. Os temas variam entre profanidades, ocultismo, sexo, violência, comunismo, homosexualidade etc tudo com falta de gosto. Para fans de Rob Zombie, Anne Rice, Chopping Block e I luv halloween.

Questionable content, Jeph Jacques -

Outro sucesso indie (de tal forma que o autor faz destas tiras a sua profissão) cuja accão se desenrola entre as aventuras amorosas das personagens, entre comentários sobre música indie e piadas sobre sexo e diferentes partes do corpo humano. Para fans de The L word, Grey's anatomy e Woody Allen.

Os conhecidos:

Garfield, Jim Davis - O gato que não precisa de apresentações tem um super arquivo (todas as tiras estão disponíveis online, décadas de tiras para curtir) perfeito para perder horas e acabar a sorrir. Para quem gosta de ironia e sarcasmo, de comer, dormir e não trabalhar.

Dilbert, Scott Adams- Qualquer pessoa que já trabalhou num escritório percebe estas tiras perfeitamente, mesmo que não goste (como eu). Suponho que às vezes estas tiras são demasiado hmmm reais. Para fans de sarcasmo e de cubículos.

Calvin & Hobbes, Bill Watterson - Um dos meus preferidos e a segunda BD que gostaria de ver numa tournée de reunião (sendo a primeira a Mafalda). Para aceder ao arquivo desta maravilha basta clicar no calendário, depois basta deixar a imaginação do Calvin invadir-nos e sorrir com as sacanices. Para fans de irreverência, sarcasmo e tigres selvagens.

Para mais é favor acompanhar a evolução dos links (secção BD e religiões respectivamente) e ler este guia sobre o mesmo tema. Se conhecem outro webcomic decente ou indecente digam.

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domingo, abril 20, 2008

As pequenas desilusões americanas

A maior parte das pessoas adora odiar os Estados Unidos, adora ser anti-americano, assim como muitos adoram defender o regime cubano como o paraí­so na terra. Mesmo com razões dí­spares para serem anti-americanos parece haver um sentido de união nestes grupos: seja o capitalismo, seja a guerra do Iraque, seja o presidente Bush ou Hollywood, muita gente acaba por concordar em detestar a América (os Estados Unidos, não a minha prima dos Açores). Os que não detestam abertamente manifestam um desinteresse público curioso: juram nunca visitar o país mas consomem os piores blockbusters do mercado e passam meses a contar aos amigos como o filme foi mau como se isso provasse por A + B que tinham toda a razão em desprezar os americanos.

Se tivesse regras na minha ética mutante uma delas seria a de evitar estes sentimentos generalizados e fortes. Não gosto de sentimentos fortes, fazem-me tremer as mãos; tenho sentimentos fortes o tempo todo mas nunca por boas razões. Ainda agora estou a sentir algo muito forte em relação ao meu portátil que está há três horas a apitar as fases da verificação do disco (ainda não consigo aceder a um único ficheiro, snif) mas por não gostar de sentimentos fortes decido fazer o que muitos portugueses fazem tão bem, esperar que passe.

Por que razão não nos incomodamos tanto com os britânicos, por exemplo? Entraram em força na guerra contra o Iraque e por pertencerem (lá à maneira deles) à União Europeia as decisões tomadas pelos seus maus governos ou governos mal informados afectam-nos mais directamente. No entanto nunca ouvi ninguém dizer “detesto o Reino Unido, nunca lá porei os pés!” Excepto a minha prima Francisca que namorou com um inglês.

Quer-me parecer que gostamos muito de acreditar em utopias, embora de formas diferentes. A ideia de que lá fora as coisas são melhores tem as suas raízes numa utopia também. Seguimos as eleições americanas com mais interesse do que as nossas – aqui podia muito bem cair na piada fácil – olhamos para o Barack Obama com um brilhozinho nos olhos e para as imagens do Bush a receber o Papa com azia.

No fundo, no fundo, mesmo os que insistem no anti-americanismo não conseguem resistir à ideia de um país tão novo ser tão energético, dinâmico e, temos de o admitir, tão capaz quando se decide a sê-lo. Podemos não querer que Portugal seja tão capitalista ou politicamente correcto mas mantemos uma esperança secreta de que um dia trabalhemos tanto como eles por um ordenado igualmente justo, que a nossa literatura seja apreciada como a deles, que a nossa ciência descubra tanto como a deles etc

Não sendo exclusivamente pró-americana incomoda-me o anti-americanismo pura e simplesmente porque não gosto de pôr tudo no mesmo saco, de misturar as coisas; não vou ver blockbusters cheios de explosões e de músculos oleados, leio muita literatura e oiço muita música norte-americana mas separo as coisas. O sistema educativo americano é muito mau para quem não tem dinheiro - ou são muito inteligentes e têm um bom professor que os descubra e ajude entre as suas centenas de alunos ou começam a trabalhar aos 16 anos -não posso chamar um país inteiro de burros conhecendo a realidade, seria como atirar pedras a um ceguinho. E já agora, repararam que os Estados Unidos são o país com mais prémios Nobel?

Um amigo disse-me uma vez que julgava os países pelo seu melhor e não pelo seu pior, uma regra rara em Portugal. Defendemo-nos dizendo que temos mais música do que o fado, mais coisas para além do futebol, mais escritores para além do Saramago no entanto não somos capazes de o fazer para outros países.

Será que preferimos a má língua acima de tudo?

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sexta-feira, abril 11, 2008

Sexta-feira num escritório perto de si

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domingo, fevereiro 24, 2008

O corpo é que paga

Já dizia o António Variações, lembram-se? Nem sei como é que me meti nisto mas ao que parece em Maio participarei na maratona de Bruxelas (20 km!!). Ainda por cima eu detesto correr. O meu trabalho é que me meteu nisto, vamos correr pelos "medecins du monde", enfim, vou ficar toda partida por uma boa causa. Mas onde é que meto todas as piadas que fiz estes anos todos sobre joggers?

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sábado, fevereiro 09, 2008

Não posso beber nos próximos dois meses...

O que até já nem é difícil considerando que desde que as dores começaram que encontrei a motivação para não beber, mas é triste. Vou a bares e peço água, já me viram isto?...

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sexta-feira, novembro 02, 2007

Bom fim de semana

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quinta-feira, setembro 20, 2007

O ninja branco

Apesar do blog No fim do mundo... não ter um livro de estilo ou uma política interna bem definida gosto de pensar que se tal existisse algo obrigatório seria mostrar a obra dos vários "weirdos" e "psicos" que existem pela blogosfera fora. Talvez por já ter trabalhado num escritório com tarefas repetitivas e insignificantes consigo entender o quão morto de tédio é preciso estar para criar determinados cartoons ou histórias, um bom exemplo é a obra de Doug Savage que após anos num escritório criou as Savage Chickens que eu adoro.

O último "psico" que encontrei chama-se White Ninja: Não acho que tenha o talento do Publish PostSavage mas numa escala de "weirdness" não se sai mal.

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quarta-feira, setembro 19, 2007

O dia internacional de falar como um pirata

Algumas galinhas em homenagem ao "talk like a pirate day".

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terça-feira, setembro 18, 2007

Welcome, absent friends.

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quarta-feira, agosto 22, 2007

A caça ao escritor holandês

Ontem recebi um email de uma amiga em que mencionava um escritor holandês. Sendo a minha amiga péssima com nomes (tivemos vários diálogos como o das galinhas abaixo) não me surpreendeu o facto de não saber o nome do senhor, ou o facto de o afirmar como se fosse a coisa mais natural do mundo (ora quem é que sabe nomes hoje em dia) nem o facto de o encher de elogios; o que me surpreendeu foi o facto de a minha amiga ter conseguido decorar um título: Um almoço de negócios em Sintra. Usando o fantástico Blackle procurei o senhor em causa e encontrei a seguinte citação: «As pirâmides do Egipto hão-de ser realmente impressionantes, os jardins suspensos da Babilónia realmente assombrosos, que nada infunde tanto respeito como a burocracia portuguesa. A quem couber, regularmente, a honra de dar, olhos nos olhos, com os funcionários portugueses, esse apercebe-se da verdadeira necessidade de, querendo contar o que se passa nas repartições às pobres almas que nunca se acharam em tal estado de graça, fazê-lo muito doseado e de maneira deploravelmente atenuada. Caso contrário, muito simplesmente não acreditarão nele. Numa descrição da burocracia portuguesa, nada soa mais inacreditável que a verdade inteira.»

Encontrado aqui. Ah, minha galinácea preferida, o senhor chama-se Gerrit Komrij.

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sábado, agosto 04, 2007

Não quero isto:

Cartoon de Savage Chickens.

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sexta-feira, agosto 03, 2007

Fizeram-me esta pergunta duas vezes na vida

mas não estava em condições de dar esta resposta. (suspiro)

Cartoon de Savage Chickens.

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domingo, dezembro 24, 2006

Este ano estou cheia de espírito natalício (IV)

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http://postsecret.blogspot.com/

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sábado, dezembro 16, 2006

Espírito natalício

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quarta-feira, novembro 22, 2006

Mais um psico...

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