A alcunha
Quando era miúdo e ainda antes de ir para o Sporting a alcunha do Cristiano Ronaldo na Madeira era "abelhinha". Achei importante partilhar.
Quando era miúdo e ainda antes de ir para o Sporting a alcunha do Cristiano Ronaldo na Madeira era "abelhinha". Achei importante partilhar.
Eu sei que a foto não tem grande qualidade mas não tive muito tempo para me esconder do funcionário da livraria.
Reparem nos pormenores: um livro de história da Bélgica para crianças dividido em dois, o que no fundo não nos surpreende muito mas nem as imagens são as mesmas e como cada parte normalmente desconhece o que se passa (ou passou) no outro lado mais vale editar um livro à altura. Nenhum dos belgas a quem mostrei a foto conhecia esta edição mas nenhum estranhou a divisão. Haverá algum com a história de Bruxelas, esta capital partilhada com má vontade?
Etiquetas: Bélgica, Bruxelas., emigrantes, turismo
Babyshambles - La belle et la bête.
Carlos Paião - Cinderella.
Fiona Apple - Tymps (the sick in the head song)
Prata Vetra (Brainstorm) - Ziema (winter).
Etiquetas: musica, musica do momento
Sexta-feira tenho a gala (sim, gala) da empresa. Será cocktail, jantar, baile e um elemento surpresa. Será tudo muito pipi evidentemente. Sim, prometo mostrar algumas fotos do vestido, dos sapatinhos, tudo...
O busílis é que é preciso levar um acessório do mundo dos cartoons. Seja banda desenhada ou desenho animado. A minha primeira ideia foi arranjar uma cauda Marsupilami; vestidinho preto, sapatos altos e cauda Marsupilami...
Entrei em várias lojas BD e numa de artigos de festa e fantasia e para além de me sentir pobre não achei a cauda. Encontrei um chapéu (de plástico!) do Obélix a 20e e senti-me indignada. Quase a desesperar encontrei algo que pertence ao mundo da BD: um martelo viking.
Antes que protestem digo-vos já que não só aparece no Astérix como até existe uma BD a preto e branco dedicada exclusivamente aos vikings (mas não sei como se chama e assim arrisco-me perder aqui todo o meu argumento).
Portanto sexta-feira vou de vestido preto e martelo viking. Olé!
A minha gata foi operada ontem. Nada de especial, apenas a tradicional interrupção de uma geração e de futuros bebés.
Sabem como os gatos têm um dom (os estupores) de mostrar o quão tristes estão? Pois a minha gata consegue apenas olhar para mim e deixar-me com a certeza de que ela está lixada da vida.
A continuar a minha tradição de evitar autobiografias tradicionais descobri este tomo duplo que inclúi Boy e Going Solo. O escritor de Charlie e a fábrica de chocolates quis evitar um relato da sua vida seleccionando os momentos mais vivos, chocantes, hilariantes, como quando olhamos para trás na nossa infância e vemos uma sucessão de eventos bons e maus mas não necessariamente todos os que nos aconteceram.
Assim sendo Boy, como o nome indica, fala da sua infância desde os longos verões na Noruega a ser operado sem anestesia (em 1930), passando pelo colégio interno e os seus professores malucos. Tudo é relatado vivamente e dei por mim a rir no metro com partidas de miúdos de 10 anos e a sentir pena da injustiça que cai sobre as crianças e cujos restos trazemos para os adultos que somos. Going solo começa aos 22 anos aquando duma viagem de três anos para África que foi interrompida pela Segunda Guerra Mundial. Roald Dahl tornou-se piloto da Royal Air Force e essas experiências são relembradas no livro, incluindo um acidente "freak": ao despistar-se no deserto da Líbia cortou a cabeça a uma girafa.
Se conhecem alguma criança ou adolescente com um aniversário a aproximar-se ou que mereça receber um livro sugiro que dêem uma espreitadela a este dois em um. E quando digo criança tanto pode ter dez anos como trinta...
Etiquetas: Leitura, leitura do momento, roald dahl
A maioria dos empregados belgas e britânicos neste país têm uma noção engraçada de serviço. Como o passaroco da Nova Zelândia quando vêem o predador (neste caso o cliente insatisfeito) viram-se de costas e como já não vêem acham que já não são vistos.
Etiquetas: Bélgica, emigrantes
Este menino é excelente ao vivo. Ao todo estiveram oito músicos, três guitarras, um banjo, um baixo, um violoncelo, um violino, um piano, dois sintetizadores, um xilofone e dois instrumentos cujos nomes desconheço no palco, impressionante.
A página Myspace do grupo tem o último álbum, The shepperd's dog e algumas músicas ao vivo. Recomendo vivamente.
Algumas músicas do álbum Our endless numbered days:
Música para sonhar acordado ou para nos enroscarmos no sofá com um bom livro.
Etiquetas: iron and wine, musica, musica do momento
Tsubaki em japonês quer dizer camélia; le poids des secrets - o peso dos segredos.
Uma sobrevivente da bomba atómica em Nakazaki responde às várias perguntas do neto sobre a guerra, o colonianismo japonês e os seus antepassados. A avó morre deixando uma longa carta à filha, uma longa carta de explicações e a história da família. O livro é na sua quase totalidade essa carta.
O peso dos segredos ao longo de quatro gerações é relatado duma forma soberba e calma, como se autora tivesse a noção que era preciso dar ao leitor tempo para a leitura. As perguntas levantadas pelas três personagens: "os americanos já tinham ganho a guerra, era mesmo preciso largar a segunda bomba atómica?"; "por que devo perguntar a um estranho por informações relacionadas com a minha família?"; "por que é que só agora sei a verdade sobre a minha família?"(tradução minha) entre outras são exemplos de como o passado acaba sempre por nos dar a volta, obrigando-nos mais cedo ou mais tarde a enfrentar a verdade.
O livro conquista igualmente por oferecer a visão japonesa das bombas atómicas, considerando que maior parte de nós apenas conhece a versão factual da escola (os americanos largaram duas bombas atómicas e a guerra acabou) ou a versão dos filmes americanos (eles ser maus; nós bons e namorada ser gostosa) este livro surge como uma boa oportunidade de aprendizagem.
Quando comprei o livro pensei que iria lê-lo com calma porque não estou habituada a ler em francês, o certo é que o livro é de tal forma claro e bem escrito que não o consegui largar. É o primeiro livro da japonesa Aki Shimazaki (que vive no Canadá) e é muito pequenino, apenas 114 páginas. Tem igualmente a idiosincrasia de pertencer a uma pentalogia todos assim pequenas pérolas publicados ao ritmo de um por ano. Mal vi como estava a avançar na história comprei o segundo volume e calculo que amanhã compro o terceiro. Para os que dominam o francês é de aproveitar e quem sabe dentro de alguns anos alguém traduz para português. Na fnac custa a módica quantia de 5,50euros. Há livros tão maus e tão caros, meu deus...
Etiquetas: aki shimazaki, le poids des secrets, Leitura, leitura do momento
Não sei se repararam mas a secção dos links sofreu uma reestruturação profunda. Uma reestruturação emigrante que as nacionais são mais discretas.
"Do you love me?" - The Contours
"Get up and do something for yourself" - Solomon Burke
"Mercy mercy (the ecology)" - Marvin Gaye
"Think" - Aretha Franklin
"You left the water running" - Geno Washinton & the Ram Jam Band
Etiquetas: musica, musica do momento
Ao preparar o meu próximo passeio (a ser anunciado aqui em breve) esbarrei contra algumas companhias aéreas low cost. As que estão indicadas a negrito fazem Portugal - Bélgica, não sei se me faço entender.
Etiquetas: airlines, low cost, viagens, visitar fim do mundo
Após meses a levar com medicamentos, a evitar álcool (suspiro), fritos, gorduras e ácidos, picantes, café, chá e sei lá mais o quê a minha adorada úlcera decidiu dizer:
- Basta! Chega desta vida miserável; partamos destas terras esponjosas onde o sol nunca brilha para terras férteis e bondosas.
E partiu deixando um rasto de feridas, lesões e ácido gástrico para o meu cólon.
Pois é, meninos, embora tivesse recebido alguns sinais de mudança subtis, a verdade é que fui apanhada de surpresa na noite de segunda-feira e terça de manhã a ecografia informou-me que o meu cólon estava todo lixado e que a gastrite era oferta da casa. Suspiro. Tenho um super tratamento e uma dieta não menos super esta semana, se não funcionar será a endoscopia a informar-me melhor. Apetecia-me tanto uma super bock e tremoços... Suspiro.
Este site maluco tem uma colecção de videos de endoscopias, úlceras, gastrites...
Um site belga de encomendas online, Proxis, está com saldos. Encontrei e encomendei o Rough Guide to Portugal a 2E. Não de que forma é que isto contribui para o nosso país mas quando aí for levo o guia.
Admira-me que Portugal ainda não tenha um coro de queixas considerando que a queixa é o único desporto nacional mais popular que o futebol. A ideia é transformar as queixas do quotidiano em algo positivo ou pura e simplesmente libertar um pouco da frustração. Recomendo vivamente a todos os portugueses que insistem que a vida é melhor lá fora e que Portugal é horrível.
Há mais coros no site: complaints choir.org mas deixo-vos alguns dos meus favoritos. Recomendo igualmente o coro de Bodo, Norway mas não consegui pôr aqui o vídeo.
(todos com legendas em inglês)
Budapest, Hungary. Helsinki, Finland.
Coro infantil Poikkilaakso, Finland.
E digam-me lá se não concordam com muita coisa dita pelos estrangeiros...
Etiquetas: complaint choirs, coros, musica, musica do momento
Este monstrengo é o que ficou depois de uma exposição em Bruxelas em 1958. Um pouco como a torre Vasco da Gama. A esfera mais alta tem uma bela vista, outra esfera (já não sei qual) é um restaurante, há um hotel para crianças com camas suspensas e várias salas de exibições. À volta há um parque giro quando não está frio e as árvores têm folhas, um parque de diversões e um cinema.
Quero ir à praia, snif. Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia.Praia. Praia.Praia.Praia.Praia.
Os terroristas que se danem, lá tive direito ao meu fogo-de-artifício. Fui ao Algarve belga (que fica no norte) e juro-vos que é um dejá-vu deprimente, prédios feios atrás de prédios feios, um casino, parques de estacionamento, restaurantes e bares. A única diferença é que não há arranha ceús ou prédios com mais de cinco andares. Ah, sim, e não há lixo por todo o lado ou cães e gatos vadios (por falar nisso, há um ano e tal cá e nunca vi um cão ou um gato vadio). A ameaça terrorista supostamente é até dia 3, já faltou mais. O pessoal de Bruxelas não achou piada nenhuma a ficar sem fogo-de-artifício mas o cancelamento foi contraproducente porque mais de 50 mil pessoas juntaram-se na grand-place para festejar.
Se quiserem ver a participação completa das Doce no Eurovisão de 1982 podem ir aqui (com os nuestros hermanos a introduzir). Achei giro o facto de o nosso país em 1982 ser uma terra de pescadores. Mas quem quiser divertir-se sugiro a introdução britânica às Doce, a tradução de "Bem Bom" passou a "bing bong"...
E apesar de não me ter lembrado desta música ontem, como estou numa de revivalismo sugiro verem o Carlos Paião em 1981. A coreografia era muito à frente...
Etiquetas: Bélgica, fim do ano, fogo-de-artifício, musica