domingo, agosto 10, 2008

Revivalismo: anos 70, 80 e 90 (ordem aleatória)

A selecção de hoje traz um pouco de rock, de soul, de pop e indie. Tudo na dose perfeita, bom domingo!!

Talking Heads - Burning down the house. A cada ano que passa gosto mais desta banda. Apesar de adorar de uma forma doentia a música "road to nowhere" ainda espero ouvir o "burning down the house" numa festa.

Elton John - Tiny Dancer. Uso sempre esta música e a "Benny and the Jets" que já aqui mostrei para provar que o Elton John já foi muito fixe e menos hmm baladas comerciais?

Peter Gabriel - In your eyes. Mesmo sem o filme Say anything esta continuaria a ser a minha música preferida do Peter Gabriel (a solo).

Billy Joel - River of dreams. Na altura em que o canal VH1 era uma jukebox impressionante mostraram o single "river of dreams" e eu nunca mais fui a mesma, ainda não consigo ficar quieta quando oiço esta canção.

Golden Earing - Radar love. Tive a sorte de dançar ao som desta música na Aústria, recomendo vivamente a experiência.

Jimi Hendrix - All along the watchtower. Original de Bob Dylan transformado num hino ao rock. Eu adoro isto... Aos fãs de Battlestar Galactica: reconheceram a música na terceira série? Admito que só reconheci quando ouvi "joker to the thief"...

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segunda-feira, julho 28, 2008

A série quatro só chega no fim do ano, snif

Primeiro viciam a malta, depois fazem-nos esperar...

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quarta-feira, julho 02, 2008

Especial banda desenhada PT 5

O especial de hoje volta a incluir obras-primas, livros para todas as idades, BDs para crianças e adultos e alguns dos meus volumes preferidos. Se por acaso lerem algumas das obras que mencionei digam-me o que acharam; lembraram-se de outras obras que ainda não mencionei, apitem... têm um gosto particular mas não sabem o que ler, pode ser que vos possa sugerir qualquer coisa. Lembrem-se que estes especiais também são vossos.

Maus: A survivor’s tale, Art Spiegelman. Dizer que este livro é apenas um relato de um sobrevivente do Holocausto é diminuir a sua importância e arte. O livro conta as experiências de um judeu polaco e a história da sua sobrevivência assim como a sua relação conflituosa com todos os que o rodeiam demonstrando como os efeitos de uma guerra podem ser vistos em gerações posteriores. Os judeus são representados como ratos (maus em alemão), os nazis como gatos, os americanos como cães etc o que mostra o ridículo do racismo e de uma forma bizarra ajuda a humanizar ainda mais a história. Não deixem que o tema vos afaste do livro como me afastou durante muito tempo, Maus é uma obra-prima sobre o que é ser humano, sobre história e os efeitos desta numa família. Depois de ganhar o prémio Pullitzer recebeu tanta atenção que a obra de dois volumes passou a ser utilizada em algumas escolas para abordar o tema do Holocausto a crianças de diferentes idades. Guia para professores aqui. Para fãs do canal história, de Persepolis, de Blankets e de O diário do meu pai.

Y: The last man, Brian K. Vaugn. Já aqui falei sobre esta série (10 volumes), ideal para quem gosta de suspense e de ficção científica, mas não me importo de voltar a elogiar a obra. Quando acabei o primeiro volume fui logo ao Book Depository encomendar o resto da série. Todos os homens do planeta morreram excepto um aprendiz de mágico e o seu macaco de estimação, tem a cabeça a prémio e a responsabilidade de ser um único sobrevivente mas será? As mulheres começam a reconstruir pouco a pouco, quase todos os pilotos morreram, há milhões de carros nas estradas ainda e muitas memórias de familiares perdidos. A história é descrita de uma forma soberba, com detalhes irónicos e suspense digno de Hitchcock. Agora que se vivem os momentos após a praga falta também saber o que a causou. Yorrick tem também de fugir às mulheres que se consideram as Filhas das Amazonas e que os homens eram uma praga. No meio disto há ainda que domesticar o seu macaco que insiste em atirar cócó a toda a gente. Para fãs de Battlestar Gallactica, Bone, Hitchcock, de Buffy e de The escapist.

Goodbye Chunky Rice, Craig Thompson. O autor de um dos meus livros preferidos, Blankets, começou a sua carreira com este pequeno livro. Chunky Rice é uma tartaruga pequenita, com olhos redondos de partir o coração que não se sente bem na sua cidade, isto apesar da amizade profunda que o une a Dantel um ratinho de olhos enormes. Chunky decide partir e encontrar o seu lugar no mundo, este pequeno volume conta a história dessa partida, dessa busca e da força dos laços de amizade; se há livro que sabe explicar como é difícil partir e deixar alguém para trás, como é difícil ter saudades é este.O livro conta também com duas gémeas siamesas estranhas, dois irmãos separados por anos de ressentimento e uma bela colecção de histórias de marinheiros. Não percam este belo conto sobre a amizade. Para fãs de Blankets, Bone, Owly, de Jojo, de Game Over e de fofices.

Small Favors, Colleen Coover. Coover é agora reconhecida como a Milo Manara das lésbicas e encontrou nesta série a sua galinha dos ovos de ouro. Small favors é estritamente para adultos mas enganem-se os que acham que é apenas sexo, humor e aventuras não faltam. Os volumes de "Girly porno comic" contam as aventuras sexuais de um casal de lésbicas nos Estados Unidos, sim, é tudo explícito mas sem ser reles, sem haver silicone e às vezes com um certo toque de sado-masoquismo mas tudo na dose certa. Não é preciso ser homosexual para desfrutar desta leitura, a imaginação e luxúria de cada página são razões suficientes. Quem sabe se não apanham uma dica ou outra? Para quem gosta de sexo e de rir, simples, não?

Usagi Yojimbo, Stan Sakai. Apesar do título pomposo esta série é uma excelente forma de entrar no vasto mundo das mangas sem tropeçar em Pokemons (não tenho nada contra mas não é para mim), é igualmente uma excelente forma de dar os primeiros passos na cultura Bushido, o código de honra dos samurais. Usagi é um samurai ronin, sem mestre, que vagueia pelo Japão oferecendo os seus serviços como guarda-costas. Apesar das inúmeras cenas de luta e batalhas Sakai raramente mostra sangue ou violência oferecendo a velocidade e habilidade de Usagi como justificação o que torna a obra ideal para qualquer idade. Apenas o vilão Hikiji tem forma humana todas as outras personagens são representadas por um animal diferente oferecendo cenas de batalhas dignas de um zoológico. Para fãs de mangas ou para quem não sabe onde começar, para apreciadores de artes marciais e fãs de Kill Bill.

Owly, Andy Ruton. Descobri esta pérolazinha recentemente e estou completamente rendida, um crítico descreveu Owly como o equivalente a receber um abraço e dois volumes depois só posso concordar. Owly é uma coruja bondosa mas extremanente só que pode mostrar a qualquer pessoa de qualquer idade como é importante ter amigos e como às vezes são precisos sacrifícios. Com apenas desenhos super detalhados e alguns símbolos a história avança sem uma única palavra. Ao folhear a obra muitos pensarão que é apenas para crianças a partir dos 2 ou 3 anos mas eu vi dois trintões soltarem alto um "awwww" durante a leitura. Para corações de manteiga, fãs de Jojo, Mamette e de Miyazaki.

Próximo especial será dedicado a Will Eisner, o Papa das grapic novels (romances gráficos). Daqui a dias chega o segundo especial Webcomics.

Especial BD 1. Especial BD 2. (especial clássicos) Especial BD 3. Especial BD 4.(especial crianças) Especial BD 4.5.

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sexta-feira, junho 27, 2008

BD especial

Não, não é mais um dos meus especiais BD mas sim uma BD especial. Juntamente com a série Bone e Blankets (ambos mencionados no meu primeiro especial BD) este ano tem sido magnífico para minhas leituras de BD.
Y: The last man é uma BD de ficção científica e suspense cheia de humor. Por um motivo ainda desconhecido uma praga (da natureza ou criada pelo Homem) matou todos os mamíferos com o cromossoma Y, em alguns segundos todo o ser masculino do planeta morreu. Excepto o jovem Yorrick e o seu macaco de estimação. O mundo dá uma volta no seu próprio eixo no meio da confusão, poucos exércitos tinham mulheres no serviço, 97% do poder político estava nas mãos de homens, 96% dos bombeiros, 71% dos polícias mas 51% dos trabalhadores agricultores sobreviveram etc Com as mulheres a habituarem-se aos novos poderes, liberdades, ansiedades, responsabilidades e a lidarem não só com o luto mas tambem com a síndrome de sobrevivente, Yorick tenta não ser descoberto por um grupo de Amazonas modernas que acham que a praga foi uma benção de Deus e viajar até à Austrália para encontrar a sua namorada. Temos o fim iminente da raça humana (mesmo os bancos de esperma não sobreviveram), mulheres republicanas a atacarem a Casa Branca com espingardas e duas israelitas convencidas que a praga foi um ataque dos inimigos e que há que se proteger e atacar primeiro. Yorick vê-se no meio de muita confusão e tem algumas das frases mais cómicas de toda a BD. Esta banda desenhada é tão interessante (de uma forma preocupante) como a série Battlestar Gallactica. Um perigo.

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quarta-feira, maio 21, 2008

Está quase!

Daqui a nada acabo de ver a série dois, ena ena! Há um filme antes da terceira série, episódios na web como extras da quarta e última série e já se fala num novo filme. Eu não disse que isto era mau para a minha vida social?

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quinta-feira, maio 15, 2008

Intermitências

A actualização do blog será irregular até acabar de ver a série completa. E os extras. E comprar a segunda e terceira séries...

Ando há ano e meio a ler em sites americanos comentários sobre a série e há meses a ouvir um casal amigo que estão viciados, a minha irmã e cunhado que têm mais de vinte séries para ver já estão na segunda série e eu decidi ver um episódio e ver como corria. Pelo amor à vossa vida social não vejam isto.

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