terça-feira, julho 10, 2007

(suspiro)

Saudades do meu verão na Letónia, Estónia, Letónia e Rússia

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quarta-feira, janeiro 31, 2007

O que é que uma mesa e uma canoa têm em comum?

A minha parte preferida da minha mesa nova é lembrar-me o que custou carregá-la três andares. A melhor parte da mudança? Estar de cócoras a empurrar a caixa de 38 kilos com toda a força (a que me restava) e ouvir a minha amiga perguntar:

- Mas tu estás a empurrar?? A caixa não se mexe.

Foi assim que vimos que a caixa estava presa num dos degraus...

Na Estónia tive uma parecida, fomos descer o rio de barco (Éramos três tripulantes, uma da Estónia, outra da Lituânia e eu.) e a jovem lituana decidiu que 14 km de água eram suficientes então paramos o barco para a ida "à casa de banho". Eu e a Marik não nos atrevemos a mexer um único músculo, o barco estava inclinadíssimo (a Marik tinha o rabo dentro de água) e a água estava com 5 graus apetitosos. O barco ficou preso na lama e nos juncos mas apenas da parte da frente porque de resto ao mínimo movimento nosso ora caíamos para a esquerda ora caíamos para a direita... A Bernadette regressa, empurra o barco e senta-se. Eu e a Marik desatamos a remar. E remamos... remamos... e não saíamos do lugar. Coordenamos esforços e o máximo que conseguimos foi um belo par de gritos cada vez que o barco ameaçava virar-se. (Lembro-me que falamos em ler Three men on a boat.) Eu e a Marik tentamos equilibrar a coisa com cada uma a empurrar em direcções opostas. A Bernadette decidiu empurrar com o remo... nada. (Quer dizer, mais uns gritos.) A Bernadette que não sabia nadar - outra preocupação- pediu-nos para não gritarmos. Calmamente eu e a Marik explicamos que gritar era bom sinal, que se uma de nós parasse de dizer piadas ou naquele caso de gritar era porque íamos atirar a toalha. Tentei aproximar-me da Bernadette para empurrar, havia tanta água na canoa que escorreguei e quase virava o barco. Nem tive tempo de gritar. Só ouvi a Marik (que continuava com água até ao rabo) a suspirar:

- oh, não interessa. Para quê? Virem o barco. Eu saio aqui, já estou ensopada e gelada, não faz mal. Não me importo..."

Não sei muito bem se isto nos foi dirigido ou se foi um desabafo mas preocupou-me. Decidi tomar conta da situação. Falei com autoridade e o plano parecia que ia resultar. Peguei em dois remos e juntamente com a Bernadette comecei a empurrar. Empurrei com toda a força. E a merda do barco não se mexia. A Bernadette que continuava de costas para mim pergunta:

- Estás a empurrar?

Eu desatei a rir e pousei os remos. A Marik afirmou que sim, que conseguia ver-me a tremer e tudo. Continuei a rir. A Bernadette sai do barco (água gelada pelos joelhos) empurra-o cheia de raiva e caminha até nós, entra no barco sem o virar e diz:

- Pronto. Agora vamos embora que eu nunca mais entro num barco na minha vida.

Perdi contacto com ambas mas sempre que vejo o Three men on a boat numa livraria penso naqueles 14km e muitas vezes tenho de afastar-me porque tenho um ataque de riso sozinha.

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sexta-feira, novembro 24, 2006

Xodades dos bons tempos no fim do mundo (o original)

Tempo volta para trás...

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segunda-feira, maio 29, 2006

canoagem...

As famosas fotos da minha aventura na Estonia, tinham-nos prometido uma tarde relaxada a descer o rio, esqueceram-se de mencionar que eram 14 km com algumas rochas no meio que originavam alguns rápidos... claro que para 98% era a primeira vez numa canoa; foi um milagre só duas canoas terem virado! Eu na canoa com a Bernadette (Lituânia) e a Marit (Estonia).

yupe, somos nós! E felizmente não somos nós. O momento em que o barco do Guy, Karen e Pierre virou...

A água estava fria, sim. Já agora, não fui eu quem tirou as fotos, quando a Karen caíu eu estava mais para trás e desatei a remar que nem uma doida porque o grito dela foi um pouco assustador. Depois houve momentos de camaradagem com toda a gente a partilhar t-shirts e casacos ao pessoal molhado para não ficarem doentes, chuif, foi bonito.

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quinta-feira, maio 04, 2006

Tallinn

Finalmente conheci a capital da Estónia, à terceira foi de vez! Mas valeu a pena a espera, é uma cidade encantadora, toda catita dentro das suas muralhas medievais; a parte moderna fica para lá das muralhas e respira-se um ar cosmopolita - muito devido á influência da Finlândia e da Suécia que muito visitam a Estónia - e apesar de ser a mais pequena das três capitais dos Bálticos tem muito que se lhe diga. Vou tentar voltar em Junho antes do regresso a Portugal. Ai que está quase... Reparem nas muralhas, claro que com o bom tempo vem toda a gente para a rua mas não se pode ter tudo. Infelizmente. Na ruazinha em frente há uma loja de produtos tugas, muitos vinhos, azeite, café delta, sumos Compal... Lá tive eu de comprar duas garrafitas, olha que chatice!... Mas já contribuí para o PIB nacional e para o turismo, os estões (?) com quem jantei adoraram. Entrada do museu da cidade. A catedral ortodoxa ao fundo...

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quarta-feira, maio 03, 2006

Seminário na Estónia

Voltei, voltei... Fiquei fora mais tempo do que tinha previsto mas valeu a pena. Agora só me apetecia seis meses na Estonia e seis meses na Lituânia. Vinte e três doidos numa tentativa de um mapa da Europa... Cantigas à volta da fogueira, o que vale é que estávamos no meio do mato e não havia vizinhos.

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domingo, março 12, 2006

A famosa condução no lago congelado:

Afinal uma máquina descartável indiana funciona no frio da Estonia, quem diria? Não se vê muito bem e não dá para passar a euforia e insanidade que dominou o momento mas é melhor do que nada... Eu só sei que sorrio de orelha a orelha quando me lembro do carro a voar em primeira e do facto de a minha pista de corrida ser água, hehe. Aqui estou eu (tamanho formiga) a gritar: "wOOOO!" :-D

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domingo, fevereiro 19, 2006

Ainda não percebi qual era o perigo mas está bem

Depois de passearmos durante cerca de uma hora, de andarmos para cima e para baixo do parque aparece-nos isto: Não sei qual era o perigo mas a ignorância é um espectáculo. E por que raio não estava isto no outro lado, donde nós partimos?...

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ahem

Conforme prometido, as fotos do "incidente"...É para verem o que dá porem uma madeirense a conduzir na neve pela primeira vez com um camião no retrovisor. A roda esquerda soterrada na neve deu muito trabalho.

Tem bom aspecto, não tem?

Escavamos a neve à volta dos pneus, pusemos ramos debaixo das rodas...

Mas o que nos salvou foram estes dois anjos da Estonia.

Com um só empurrão tiraram o carro mais rápido que o Lucky Luke sacava a pistola.

Ah, e Leo? Abstém-te de comentários. Obrigada. ;P

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terça-feira, fevereiro 14, 2006

Estonia

Olé! OLÈ! é o melhor comentário que posso fazer ao país, mal atravessei a fronteira senti logo a diferença - a paisagem ao início é a mesma: neve e casinhas mas as pessoas sorriem imenso e são extremamente comunicativas e simpáticas. (no regresso o funcionário da alfândega letã até me deixou a falar sozinha..) Eu já percebi que não é que não gostem de nós mas é a forma russa de ser eficiente, seriedade acima de tudo.

/Casinha pitoresca em Polva, Estonia/ Conduzi num lago congelado!! Que doidice, MAS só se vive uma vez! Toca a tirar os cintos de segurança, no eventual caso de dar para o torto e bute!!!! Com a primeira metida o carro voava! Mas não julguem que vimos um lago e "bora lá", nãoooo. Os estões ou como raio se chamam em português, pelos vistos levam aquilo a sério. Têm pneus a marcar o percurso e um limpa-neves alisa o percurso de modo a não termos que conduzir sobre a neve. Vimos um carro a dar uma voltinha e avançamos! Não tirei fotos por isso rezem que a máquina indiana usada dê qualquer coisa. No dia seguinte deixaram-me conduzir num parque natural, nunca tinha conduzido com neve, foi tudo óptimo nos primeiros quinze minutos mas depois um camião quis ultrapassar (nem imagino como teria sido se fosse um taxi português...) e basicamente o carro ficou enfiado na berma, a neve cobria os pneus completamente. Como devem calcular os pneus precisam de aderência, coisa que a neve e o gelo não oferecem muito. Após vinte minutos de tentativas e partir ramos na neve e pô-los debaixo dos pneus, passou outro carro (sim, porque o camião nem parou) e apesar de não falarem inglês ou letão, os dois estões sorriram logo e deram um empurrão na roda que estava presa e em três segundos o carro estava na estrada. Para a minha desgraça a comida na Estonia também é fantástica, o que torna tudo mais complicado. Como mais e não quero partir no fim da viagem...

Fui também às antigas minas de areia de Piusa, agora é uma reserva natural. As grutas são enormes, galerias impressionantes. Para a maior parte do percurso é preciso lanterna e há morcegos nas grutas então estava com o capuz e não olhei para cima uma única vez, sim, sou uma maricas. Depois passeamos pela neve -que nos dava pelo joelho- pelo parque e à saída vimos um aviso que dizia em estão (?), russo e inglês : Don't go! Dangerous! :-D À entrada da gruta só avisava para não irmos sozinhos devido ao risco de desabamento e para não perturbarmos os morcegos, algo que cumpri religiosamente.

Totem à entrada do parque com um morceguito.

As antigas minas de Piusa, aqui já começa a escurecer.

Ainda volto à Estonia pelo menos uma vez mas a outra parte. Amanhã conto mais sobre o fim de semana, preciso desligar o cérebro, o Zé Colmeia trabalhou muito hoje. Beijinhos

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