segunda-feira, novembro 03, 2008

Bicla na gruta

Nos Países Baixos, mais concretamente em Maastricht, há uma gruta enorme - mais ou menos setenta (70!) km - com uma série de actividades interessantes. Pode-se fazer a tradicional visita guiada, escalada e andar de 4x4 e de bicicleta. É muito original e depois de experimentar posso garantir-vos que é uma forma excelente de andar de bicicleta e de ver uma gruta. Acordamos cedo e após uma hora e meia de viagem estávamos no sítio. Estava frio, chuvia e mal se via com o nevoeiro, nada como descermos 40 metros, certo? O percurso dos 4x4 é muito giro mas curto. Os 4x4 são eléctricos e um deles precisava de óleo, quase dei cabo do ombro numa curva. O raio das máquinas pesam 450kg! Uma coisa que não estava à espera é que depois da zona das explicações não há luz. Repito, não há luz. Avançamos dentro de uma gruta com uma máquina de 450kg pela primeira vez com apenas as luzinhas dos faróis. Ou seja, vemos 2 metros à frente e nada mais. Bati contra um muro logo na primeira curva mas depois habituei-me. Devo só acrescentar que dentro da gruta estavam doze graus e que essa foi a temperatura mais alta da semana inteira. A luz nesta foto é 90% do flash e 10% das lâmpadas, quinze metros depois não há luz nenhuma.Depois de descansarmos um bocado fomos andar de bicicleta. Uma hora e meia a pedalar só com a luzinha da bicicleta... Há imensas curvas apertadas seguidas de contra-curvas. O pessoal da frente grita quando temos de nos baixar (para não bater com a cabeça no tecto) e de x em x tempo gritamos o nome da última pessoa (um a um) para confirmar que não perdemos ninguém. Quem quiser imitar clique aqui.

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segunda-feira, abril 30, 2007

Amsterdam

Mal saí da estação de comboios percebi por que razão o meu mapita tinha na secção frases úteis "cuidado com os ciclistas!", nunca vi tanta bicicleta na vida como em Amsterdão. Parecia cena de filme quando esperava pelo sinal verde e via passar um ou dois autocarros, um táxi e dezenas e dezenas de bicicletas. Outras frases úteis incluiam muitos serviços sexuais e termos relativos a drogas leves. Por sorte ou não chegamos na altura da celebração do aniversário da rainha, ou seja, a cidade estava repleta, só se via roupa, balões e bandeiras laranjas e havia imensa animação. Para jantar quis experimentar comida típica holandesa; o que é que me calhou? Sopa de ervilhas com bacon e umas bolinhas de carne suspeitas. Mas em Roma, sê romano e acabei por descobrir que sopa de ervilhas com bacon funciona tão bem como o nosso caldo verde e as bolinhas de carne lembram rissóis caseiros. Claro que uma (ou duas) Heinekens ajudam sempre. O sorriso pode dever-se 1) ao ranger de dentes que o casal à minha direita estava a causar 2) a um dia bem passado numa cidade bem animada 3) à sensação de finalmente passear de barco pelos canais de Amsterdão como sempre quis ou 4) à quantidade de erva que cheirei pelas ruas. Para quem puder/quiser recomendo o museu Van Gogh e o Rijksmuseum onde pude ver quadros do Vermeer, do Rembrandt e de outros artistas holandeses (e chamem-me burra e cegueta mas não fazia ideia que o aeroporto de Amsterdão Schipol tem um museu lá dentro, uma sucursal do Rijksmuseum.) Claro que também recomendo um passeio de barco pelos canais, a única coisa que não consegui ver foi a casa da Anne Frank mas apenas porque tinha uma fila descomunal. Quanto ao red district após em plena hora de almoço ter visto duas senhoras semi-nuas - e nem por isso atraentes - numa montra (para quem não sabe, para além das prostitutas de rua Amsterdão é famosa por ter montras de prostituição onde uma ou mais mulheres se passeiam em roupa interior à espera dos clientes. Ao lado da montra há uma luzinha florescente vermelha. Durante a noite essa é praticamente a única luz da zona, daí o nome.) fiquei sem vontade de me passear pela zona. Quanto às sex-shops, como a loja de souvenirs mais comum incluí errrm... material sexualmente explícito não achei muito necessário. O mais giro foi que ao regressar a Bruxelas pela madrugada adentro descobri o red distrit belga, o comboio passa precisamente por cima das montrinhas e deu para ver perfeitamente várias prostitutas em roupa interior, umas dançavam, uma abriu a porta para um cliente e claro que havia imensos homens no passeio. A luz vermelha era tão forte que não era preciso acender as luzes da rua. Eu fui a única na carruagem inteira que se espantou com a descoberta. Ao que parece era a única estrangeira em Bruxelas a não saber do red distrit. Eu já conheço a zona das sex-shops, como é que ia adivinhar estas modernices todas?

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